Estado da democracia
É triste viver num país, ou melhor, é triste amar um país que ao fim de mais de 30 anos do fim do estado novo assiste um retrocesso enorme na sua democracia. É triste ver que os políticos deste país festejam vitórias simplórias como se tivessem à espera de um prémio qualquer, de uma taça, de uma medalha ou de um palanque onde podem esbanjar todo o seu renovado ego.
Democracias são coisas simples, quando novas têm muitas ideias, muitos ideais, muitos partidos e à medida que crescerem estas ideias vão se amadurecendo, muitas apercebem-se que têm mais em comum do que pensavam outras simplesmente provam-se erradas. No fim sobram sempre duas, porque uma não pode existir em democracia sem a outra.
Neste estado final as democracias são maduras, estáveis e prósperas.
O que se observou nas eleições europeias em Portugal foi o resultado de uma perda de confiança enorme nos políticos de sempre e a constatação da sua incompetência (óbvia depois da campanha miserável e vazia em assuntos europeus). Enorme abstenção, duplicação do numero de votos em branco e fragmentação política.
Nada que não era esperado mas que poucos viram, em face da proliferação de novos partidos e movimentos políticos, que são demonstração clara do descontentamento do cidadão comum.
É triste também observar o fraco sentido cívico dos portugueses. Ainda pensam que a abstenção é o voto de protesto, ainda pensam que o voto para a oposição em vez do voto a quem pensam que devia liderar é o mais correcto…
É o conjugar de 30 anos de má democracia e de políticos sem escrúpulos, com sede de poder que dizem tudo e vendem tudo.
Resumindo, a democracia em Portugal está muito mal.
Serei só eu a ver isto?!
O começo….comunicação, conhecimento e história
Que grande dia para começar a escrever um blog. É um daqueles raros dias em que temos a certeza que fomos testemunhas de um acontecimento histórico que, vai ser relembrado até à última geração na Terra.
remember, remember…the 5th of November…
Nenhum acontecimento justifica a vontade de escrever e partilhar com quem quer saber o que pensamos, sobre o que fazemos e do modo que vemos o Mundo. São vários os motivos que nos precipitam para este meio.
Para mim foi a certeza de que tudo é melhor quando o conhecimento é partilhado sem restrições, por qualquer meio de comunicação, tudo é melhor quando as pessoas falam.
Para mim foi a vontade de seguir as minhas convicções e fazer parte desta visão.